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Marketeer | O calçado ecológico não é hipster!
04 Novembro, 2019

Na edição de Setembro a Marketeer apresentou uma reportagem sobre sustentabilidade e marcas portuguesas que apostam nesta necessidade e, consequente, tendência de mercado. A Verney foi uma das marcas contempladas nesta peça. Veja abaixo o que escreveram sobre os nossos sapatos sustentáveis e os valores da nossa marca de slow fashion:

“Contra o consumismo exacerbado da fast fashion, as más práticas laborais que (ainda) persistem na indústria da moda e o impacto negativo que o sector tem no meio ambien- te. Assim nasceu a Verney, uma marca de calçado feminino vegan e eco-friendly que quer agitar mentalidades. Sob a assinatura “Choose your way”, que calça também como manifesto, a marca quer mostrar que o cal- çado ecológico não é alternativo, mas uma alternativa – para quem se quer manter na moda e com estilo.

A marca, sediada na Póvoa de Lanhoso (distrito de Braga), foi criada por Cristóvão Soares e Dani Barreiro, que foram colegas no mestrado em Economia Industrial da Empre- sa da Universidade do Minho. Após a conclu- são dos estudos, Cristóvão Soares ingressou no sector do calçado, enquanto Dani Barrei- ro trabalhou como consultor financeiro. Há cerca de três anos, decidiram alinhar skills na criação de uma marca de calçado que não contivesse qualquer tipo de pele ou material de origem animal.

A Verney começou por produzir calçado à base de microfibras (materiais sintéticos), mas tem vindo a introduzir também ma- teriais reciclados (como garrafas de plásti- co recolhidas no Mar Mediterrâneo) e fibras naturais (como cereais, coco e bambu), que encomenda a fornecedores europeus com certificado OEKO-TEX, que cumpram o re- gulamento comunitário REACH, entre outras normas. Os produtos da marca têm ainda o selo de aprovação da PETA e são produzidos em fábricas nacionais, localizadas a norte, que “respeitam as leis e normas do trabalho”.
lógico] está alinhado com um estilo de vida alternativo e que não se enquadra com os padrões actuais de moda», acrescenta.

O portefólio da marca estende-se por sandálias, sapatilhas, sapatos e botas de mulher, que variam entre os 80 e os 140 euros. Entre os modelos best-seller destacam-se as Vaiana, umas chunky sneakers feitas à base de microfibras e fibras recicladas (roupa usada), com um forro produzido a partir de garrafas de plástico recicladas e a palmilha resultante de fibras naturais (coco e bambu); e as Victory, umas sapatilhas casuais com palmilha à base de bambu e casca de coco e com borracha reciclada na sola.

Ao contrário da prática habitual no sector, a Verney opta por não ter um plano de lançamentos ditado por colecções sazonais, mas antes por lançar novos modelos no início do ano, em diferentes cores, complementando depois com lançamentos pontuais, «conforme as necessidades dos consumidores». «Acreditamos que criar colecções guiadas pelas tendências da moda e pelas estações não é sustentável e convida ao fast fashion, do qual nos queremos distanciar», justifica Sara Pinheiro. Além disso, todo o calçado é produ- zido em «pequena escala» e tem um «estilo intemporal», para que seja «usado não apenas uma estação mas muitos anos», garante.
«A Verney apresenta-se como uma marca vegan, porque abraça valores associados ao lifestyle vegan. Mais do que não usar produtos de origem animal, procura também pro- mover a ecologia e a sustentabilidade, ao usar materiais inovadores», afirma Sara Pinheiro, responsável de Marketing. «Queremos desmistificar este conceito de que [o calçado ecológico] está alinhado com um estilo de vida alternativo e que não se enquadra com os padrões actuais de moda», acrescenta.

Ao contrário da prática habitual no sector, a Verney opta por não ter um plano de lançamentos ditado por colecções sazonais, mas antes por lançar novos modelos no início do ano, em diferentes cores, complementando depois com lançamentos pontuais, «con- forme as necessidades dos consumidores». «Acreditamos que criar colecções guiadas pelas tendências da moda e pelas estações não é sustentável e convida ao fast fashion, do qual nos queremos distanciar», justifica Sara Pinheiro. Além disso, todo o calçado é produzido em «pequena escala» e tem um «estilo intemporal», para que seja «usado não ape- nas uma estação mas muitos anos», garante.

Por enquanto, a marca está ainda a dar passos seguros no mercado português – onde espera estar presente em pelo menos uma loja de rua por distrito, até 2020 -, mas a interna- cionalização é um objectivo dos fundadores, que identificam a Alemanha e a França como os mercados prioritários. No que diz respeito ao canal online, os sapatos da Verney podem ser encomendados em plataformas como a Dott e a Minty Square.” – in Marketeer, 09/2019